quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Importância da Biomecânica!



A Biomecânica
    

   O corpo humano é um dos principais objetos de estudo do homem. À busca por compreender o seu funcionamento, contrapõe-se sua complexidade, levando cientistas e estudiosos a aprofundar cada vez mais os seus estudos. Dentro deste âmbito se encontra a Biomecânica, que é uma disciplina derivada das ciências naturais que se preocupa com a análise física dos sistemas biológicos, examinando, entre outros, os efeitos das forças mecânicas sobre o corpo humano em movimentos quotidianos, de trabalho e de esporte. No século XX ocorreram grandes avanços tecnológicos que se refletiram nos métodos experimentais usados em praticamente todas as áreas de atuação científica, incluindo a Biomecânica, ocasionando um grande avanço nas técnicas de medição, armazenamento e processamento de dados, fatos estes que contribuíram para o estudo e melhor compreensão do movimento humano.
    A Biomecânica é um dos métodos para estudar a maneira como os seres vivos (principalmente o homem) se adaptam às leis da mecânica quando realizando movimentos voluntários. Para Donskoy & Zatsiorsky (1988) a Biomecânica é a ciência das leis do movimento mecânico nos sistemas vivos e pode ser também definida como a aplicação da Mecânica a organismos vivos e tecidos biológicos. Nigg (1995) define Biomecânica como sendo a ciência que examina as forças que atuam externa e internamente numa estrutura biológica e o efeito produzido por essas forças e Hatze apud Nigg (1995) afirma que ela é a ciência que estuda estruturas e funções dos sistemas biológicos usando o conhecimento e os métodos da Mecânica. A Biomecânica estuda diferentes áreas relacionadas ao movimento do ser humano e animais, incluindo: (a) funcionamento de músculos, tendões, ligamentos, cartilagens e ossos, (b) cargas e sobrecargas de estruturas específicas, e (c) fatores que influenciam a performance. A Biomecânica do Esporte se dedica ao estudo do corpo humano e do movimento esportivo em relação a leis e princípios físico-mecânicos, incluindo os conhecimentos anatômicos e fisiológicos do corpo humano (Amadio, 1996). No Brasil, os resultados das pesquisas em Biomecânica têm influenciado diretamente na medicina, ergonomia, fabricação de equipamentos esportivos e muitos outros aspectos da vida humana (Nasser, 1995).
    Ela também pode auxiliar na produção de conhecimento para aquisição de competências tecno-motoras, que levam em consideração as características dos participantes, do contexto e sua organização, possibilitando uma efetiva aprendizagem (Crum, 1993). Para Moro apud Nasser (1995), a Biomecânica tem acompanhado o ensino das técnicas associando a prevenção músculo-esquelética do indivíduo nas ações cotidianas, evitando assim que certos esforços desnecessários possam danificar suas estruturas e que sua ação motora seja racionalizada.

Fonte:
http://www.efdeportes.com/efd113/a-biomecanica-e-a-educacao-fisica.htm

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Excesso de treino pode sobrecarregar e causar fratura por estresse.

             A maior parte das fraturas por stress em corredores ocorre na tíbia, osso da canela. Segundo algumas pesquisas, as fraturas nesse local representam de 35% a 49%de todas as fraturas por stress. O desenvolvimento da fratura por stress na tíbia está ligado ao acúmulo de forças mecânicas transmitidas para o osso, excedendo sua capacidade reparação e modelação com o passar do tempo. Existem alguns fatores relacionados ao seu surgimento, embora sua exata causa ainda esteja envolta em dúvidas. Entre eles, incluem -se o volume de treinamento exagerado, condições intrínsecas como regulação hormonal e nível nutricional, e fatores biomecânicos como alto impacto. Pessoas com fatura por stress exibem um amortecimento de impacto na corrida deficiente em comparação as pessoas sem lesão. A força com que o corpo aterrissa no chão é maior, e o joelho, que deveria funcionar como uma mola para suavizar o impacto, fica mais rígido. Além disso, um alto grau de pronação do tornozelo também é observado em pessoas que apresentam essa fratura. Pesquisadores japoneses acompanharam 230 corredores por três anos, no intuito de descobrir com mais detalhes sobre o que causa a fratura por stress. Eles mediram altura, peso índice de massa corpórea, amplitude de movimento do tornozelo e do quadril, flexibilidade dos músculos da perna, alinhamento do joelho, arco do pé ( se plano ou normal), força do quadril e condicionamento físico. No início da pesquisa nenhum corredor apresentava lesão. Ao final dos três anos, 21 tiveram fratura por stress e a única diferença entre esses corredores e os que continuaram sem problemas foi a flexibilidade dos músculos da perna. Os que tiveram fratura apresentavam maior rigidez, o que pode interferir no mecanismo da absorção de impacto e gerar sobrecarga na tíbia. O tratamento não é cirúrgico e envolve um período de repouso estabelecido pelo médico. No retorno à corrida, é importante atentar-se ao impacto do corpo com o solo. Procure correr fazendo o mínimo barulho possível, mantenha o tronco estável e alto e deixe as pernas relaxadas.  

  • Visão da acadêmica: Acredito que qualquer excesso de treino que traga sobrecargas para osso venha apresentar lesão para o praticante, tanto na corrida, como na musculação ou qualquer esporte que acumule forças mecânicas para o osso. A carga excessiva nos aparelhos de musculação e treinamento de atletas corredores que em excesso para alcançar suas metas sem seguir orientações de seus educadores, acarretam lesões, alguns por falta de conhecimento como o público comum das academias e demais espaços esportivos na sua grande maioria, e outros por buscarem suas metas que seriam a longo prazo em um curto período.
Fonte:

Efeito agudo dos exercícios de flexibilidade no desempenho de força máxima e resistência de força de membros inferiores e superiores.

       A flexibilidade e a força são importantes componentes dos programas de treinamento físico voltados para a saúde, qualidade de vida e desempenho esportivo (POLLOCK et al. 1998; CHEN et al. 2010). É comum, na prescrição do treinamento físico-esportivo, a utilização de sessões complexas onde exercícios de flexibilidade e de força são combinados. Portanto, o entendimento da influência de uma capacidade motora sobre a outra é fundamental para a correta prescrição de exercícios evitando, dessa forma, os possíveis efeitos deletérios que possam influenciar o desempenho da atividade subsequente.          


       Este estudo verificou o efeito agudo dos exercícios de flexibilidade estática (EFlex) no desempenho de força máxima (FM) e de resistência de força (RF) em membros inferiores e superiores. Treze voluntários participaram do estudo e foram submetidos a testes de FM e RF (70% 1RM) nos exercícios supino e agachamento precedidos ou não de EFlex. O teste T pareado foi utilizado para comparação das médias nas duas condições. Os EFlex diminuíram a FM no agachamento (141,2±34,2 vs 132±34,9kg; p=0,007) e no supino (77,5±21,7 vs 71,7±17,7kg p=0,04). A RF no agachamento não sofreu efeito dos EFlex (16,2±5,7 vs 16,3±6,8 repetições p=0,48), porém, no supino a RF apresentou diminuição significante (11,7±4,8 vs 9,9±5,1 repetições; p=0,008). Portanto, os EFlex reduziram a FM nos membros inferiores e superiores e a RF somente nos membros superiores. Essa diferença na RF estaria relacionada ao volume de exercícios de flexibilidade pelo tamanho do grupo muscular.

Fonte:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-65742012000200015&lang=pt


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Impacto, cuidados e sua técnica.






Nesse dia Fomos ao laboratório e realizamos aula prática: 3 saltos e verificamos as suas variáveis.

O objetivo da biomecânica do impacto é estudar o mecanismo de lesão e desenvolver formas de reduzir ou mesmo eliminar danos estruturais e funcionais sobre estruturas biológicas que podem decorrer de uma situação de impacto.

Sempre ao realizar um salto toda sua força volta com o mesmo valor para o seu corpo, assim o impacto realizará um pico de força, e também sempre ocorrera uma fase área que se realiza no salto.

Entre os diversos fatores que podem gerar lesões na corrida está a biomecânica. E a literatura sugere que as principais causas de problemas estariam relacionadas ao aumento da pronação e do impacto durante a corrida. Por isso, analisar as modificações nos tênis de corrida ou nas palmilhas e as alterações na técnica, nas superfícies e nos relevos pode ajudar o corredor a se prevenir. 

Trabalhe técnica de corrida – o aumento da flexão dos joelhos e dorsiflexão (curvatura em relação às pernas) dos tornozelos também proporcionam uma redução dos impactos.

Fonte:
http://www.suacorrida.com.br/treino-finisher/a-biomecanica-da-corrida-e-a-prevencao-de-lesoes/


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Elaboração e Avaliação dos Protocolos para auxílio na avaliação da atividade de sentar.

Introdução

Levantar e sentar são movimentos comuns da vida diária, e sua avaliação é utilizada frequentemente por fisioterapeutas em pacientes com disfunções neurológicas e musculoesqueléticas. A atividade de levantar apresenta diferentes descrições quanto às fases e movimentos, enquanto a atividade de sentar ainda não apresenta suas fases estabelecidas.
Objetivos

Descrever os movimentos durante a atividade de sentar e elaborar protocolos de auxílio à avaliação.
Materiais e métodos

Esta atividade foi descrita nas vistas anterior e lateral com base nos achados de um levantamento bibliográfico e na observação das filmagens de 27 indivíduos funcionalmente independentes. Os segmentos corporais analisados foram pés, tornozelos, joelhos, quadris, pelve, tronco, coluna lombar, membros superiores, coluna cervical e cabeça. Seus movimentos e condições foram descritos: adução e abdução, eversão e inversão, valgismo e varismo, posição neutra e assimetria. Os protocolos foram avaliados por meio de questionários de avaliação, respondidos por 12 fisioterapeutas especialistas na área.
Resultados

A atividade de sentar foi descrita de acordo com o estabelecimento de 4 fases. 1- “Posição inicial”, 2- “Pré-agachamento”, 3- “Agachamento” e 4- “Estabilização”. Foram elaborados 2 modelos de protocolos, sendo considerados 5 segmentos corporais para a vista anterior e 7 segmentos para a vista lateral.
Conclusão

A atividade de sentar foi descrita em 4 fases, e em cada uma ocorrem movimentos sequenciais de cada segmento corporal. Estes protocolos permitem identificar as alterações de segmentos corporais durante a atividade de sentar por meio da comparação dos movimentos descritos. A classificação do grau de inadequação corresponde ao número de segmentos corporais com movimentos alterados.


Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-51502014000200251&lang=pt

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Importância do agachamento livre.

Como falamos da importância dos membros inferiores, nossa atividade na biomecânica na rua foi sobre o agachamento livre em uma academia de Uruguaiana, pois vemos que é um exercício de suma qualidade e não é praticado por falta de saber ou mesmo não saber realizar o próprio.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Ângulo Q e Ângulo de pronação


Neste dia fomos avaliados:
- Dados do sujeito
- Variáveis
- Resultados e discussão ( comparação com a literatura )

Aprendemos a utilizar o programa KINOVEA, para o calculo dos ângulos Q e de Pronação. Realizamos a tarefa e entregamos ela escrita para o professor.

GNAP - Grupo de pesquisa em neuromecânica aplicada.

                  Fiquei conhecendo o grupo do professor através de uma atividade no qual eu fui escolhido para participar e ganhei um chaveiro no qual estava a nomenclatura de sua equipe de pesquisa, assim pesquisei e me informei o que é, e o que realizam na universidade.


A nossa equipe conta com membros da UNIPAMPA, além de colaborações nacionais e internacionais. Frequentemente o grupo envia estudantes ao exterior, na maioria das vezes com o apoio de grants conseguidos junto à International Society of Biomechanics. Hoje o grupo mantém vínculo acadêmico com pelo menos três Universidades do exterior, além de intituições do Brasil. O objetivo destas parcerias não é só desenvolver projetos de pesquisa ou publicar artigos em conjunto, mas também promover atividades de intercâmbio entre universidades, fortalecendo o aprendizado dos alunos e possibilitando a realização de projetos multi-cêntricos.

METAS
A meta do Grupo de Pesquisa em Neuromecânica Aplicada (GNAP) é desenvolver ciência com qualidade e com relevante aplicação prática no dia a dia das pessoas. Com isso também buscamos complementar a formação dos acadêmicos, credenciando-os como alunos potenciais para estudos de pós-graduação e futuros profissionais que terão condições de trabalhar para melhorar as condições de vida nas comunidades onde estiverem inseridos. Uma das nossas metas para os próximos três anos é o recebimento de estudantes e cientistas de outros países para períodos de visita no Brasil, participando das atividades do grupo.

O GNAP FOI INSTITUÍDO EM SETEMBRO DE 2009, QUANDO O PROFESSOR FELIPE CARPES INICIOU A ORGANIZAÇÃO DO LABORATÓRIO DE NEUROMECÂNICA DA UNIPAMPA RECEBENDO O AUXÍLIO RECÉM DOUTOR DA FAPERGS. DESDE ENTÃO, NOSSO GRUPO ESTÁ INTERESSADO EM INVESTIGAR A NEUROMECÂNICA DO MOVIMENTO HUMANO NO CONTEXTO DA LOCOMOÇÃO.


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Movimentar-se, mas com cuidados.

Movimentar-se é uma ação exigida por praticamente toda atividade humana. No entanto, a ocorrência de algumas doenças pode provocar alterações em práticas aparentemente simples, como o andar. É o caso da diabetes, cujas complicações podem ocasionar perda de sensibilidade, problemas na circulação sanguínea, entre outros envolvendo os pés. O estudo dos movimentos patológicos, ou seja, dos movimentos que têm relação com alguma doença, são o principal objeto de pesquisa do Laboratório de Biomecânica do Movimento e Postura Humana (LaBiMPH).
Fundado em 2005 no Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional (Fofito) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), o LaBiMPH já realizou importantes pesquisas envolvendo, entre outras doenças, a artrose (doença degenerativa das articulações) e a diabetes, utilizando equipamentos que permitem analisar, por exemplo, como é feita a distribuição das cargas do corpo nos pés do paciente. Essa avaliação é feita a partir da biomecânica. Segundo a coordenadora do Laboratório, Isabel de Camargo Neves Sacco, trata-se do estudo do movimento humano a partir das leis da mecânica, ou seja, uma área que une os conhecimentos da anatomia e da fisiologia aos princípios da física.
Uma das linhas de pesquisa do Laboratório investiga a biomecânica do movimento de pacientes diabéticos com uma complicação crônica chamada neuropatia diabética, um tipo de lesão que acontece nos nervos do paciente quando ele está com altas taxas de glicose no sangue. Essa glicose é tóxica para os nervos, que ficam prejudicados e passam a conduzir menos estímulos elétricos para os músculos e para os sensores da pele. Com isso, “o paciente perde sensibilidade e deixa de sentir dor nas extremidades”, explica a pesquisadora.
Ao perder essa sensibilidade, o paciente passa a não perceber mais a forma como apoia o pé no chão, de modo que ele passa a distribuir seu peso de forma irregular sobre a planta do pé – a neuropatia, assim, impede o doente de sentir as dores que o impediriam de caminhar errado. Ao longo do tempo, o andar inadequado pode provocar deformações, calos e até mesmo úlceras nos pés dos diabéticos. “Essas ulcerações dificilmente são cicatrizadas, pois o paciente não deixa de andar. Além disso, a cicatrização também é um fator afetado pela doença”, alerta Isabel . A gravidade da neuropatia fica evidente nos casos em que é necessária a amputação de partes do pé.
Imagem: Valdir Silva/USP Online














Segundo dados do International Diabetes Federation (IDF), mais de 370 milhões de pessoas em todo o mundo têm diabetes, e mais da metade não sabe que tem a doença. Logo, muitos são os que estão suscetíveis às consequências da neuropatia diabética. “Uma pessoa com um caminhar normal tem picos de pressão no calcanhar, no ante pé, e tem um considerável uso dos dedos para apoiar e empurrar o corpo enquanto anda. Já o diabético quase não tem apoio dos dedos, principalmente no hálux [dedão do pé]”, descreve Isabel. A sobrecarga na região do ante pé estimula a formação de calosidades, que podem se tornar úlceras.

Varismo de retro-pé: adução do calcâneo em relação à tíbia (definido sem descarga de peso com subtalar em neutro) – pronação espacial Com descarga de peso ocorre pronação da subtalar para apoiar todo o calcâneo no chão (repercussões ascendentes sobre o MI). Valgismo de retro-pé é a alteração do alinhamento do calcâneo no sentido oposto (abdução).
Ante-pé • Varismo de ante-pé (cabeça do hálux mais alta que do 5º): alteração do alinhamento das cabeças dos metatarsos em varo em relação ao calcâneo (também favorece à pronação da subtalar) – pronação temporal.

Fonte: 
http://www.ufjf.br/especializacaofisioto/files/2010/10/MARCHA-HUMANA-NORMAL-PARTE-2.pdf

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A IMPORTÂNCIA DO TREINAMENTO DE MEMBROS INFERIORES.

         O membro inferior é formado por cintura pélvicacoxaperna e . É formada por 30 ossos em cada lado.Os membros inferiores são mais fortes e resistentes que os superiores pois eles fazem o processo de locomoção,sustentação do corpo e postura.Desses 30 ossos que formam o membro inferior 26 ficam no pé,que são subdivididos em tarsos (07),metatarsos (05) e falanges (14).

         As pernas, assim como as colunas de um prédio, são os alicerces do corpo. Para manter-se de pé e realizar atividades do dia a dia, como caminhar e subir escadas, é preciso um alicerce forte e bem construído.
Com o passar dos anos, os níveis de força e massa muscular diminuem, tornando-nos mais fracos e propícios a problemas de saúde. Para retardar esse processo e reduzir os efeitos do envelhecimento, o caminho é treinar EXERCÍCIOS DE FORÇA e assim preservar a massa muscular, encontrada em maior concentração nos membros inferiores.
A prática de musculação estimula a liberação de vários hormônios (como a testosterona) que atuam no corpo, promovendo ganho de massa muscular como um todo e não somente nas áreas treinadas em determinada sessão. Mas é importante trabalhar todas as áreas para que o resultado não seja desproporcional, inclusive esteticamente.
A figura a seguir é um exemplo de treino global, ideal para trabalhar diferentes partes do corpo. Lembrando que qualquer treinamento deve ser orientado ou acompanhado por um educador físico.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Planos e eixos do corpo humano.

Planos e Eixos do Corpo Humano

            As descrições anatômicas, tanto do corpo humano quanto dos órgãos, são baseadas em 3 principais planos de secção que passam através do corpo na posição anatômica.
1.    Plano Sagital: são todos os planos verticais com orientação paralela à sutura sagital do crânio (ou da orelha). O plano sagital mediano (ou plano mediano) divide o corpo em duas metades iguais, direita e esquerda.
 
2.    Plano Frontal: são todos os planos verticais com trajeto paralelo à sutura coronal do crânio (ou da “testa”). O plano coronal divide o corpo em duas metades diferentes, anterior e posterior.
 

3.    Plano Transversal: são todos os planos que cortam o corpo horizontalmente. Divide o corpo em duas metades diferentes, superior e inferior.
            Quando é observado o movimento do corpo humano, aplica-se o conhecimento de eixo. Os eixos são linhas imaginárias que atravessam os planos do corpo perpendicularmente para possibilitar movimentos. Lembrando que estes planos e eixos serão sempre apliacados nas partes do corpo humano que permitem graus de movimentos amplos (articulações diartrose).


Fonte:

http://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20anatomia/planos-e-eixos-do-corpo-humano/

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Biomecânica e educação física escolar: Possibilidades de aproximação

Resumo: 

                   A biomecânica ainda é considerada por muitos profissionais ligados à área de educação física escolar uma disciplina muito distante de seu contexto de trabalho. No entanto, na perspectiva atual em que se enfatiza a visão crítica e consciente do movimento, a biomecânica parece ser um instrumental fundamental. Este artigo tem como objetivo principal tentar construir uma ponte entre as duas disciplinas, com isso simplificando os conceitos mecânicos e procurando mostrar a biomecânica como conteúdo da Educação Física escolar em suas três dimensões: conceitual, procedimental e atitudinal. Os conceitos de movimento linear e angular assim como os contidos nas três leis de Newton serão apresentados seguidos de exemplos simples, aplicação em movimentos específicos, terminando com aplicação nos movimentos em geral. 

 INTRODUÇÃO:

                    A biomecânica ainda é encarada por muitos alunos e professores, até dentro da própria universidade, como uma disciplina a ser estudada e compreendida por técnicos que lidam com o desporto de alto rendimento ou BIOMECÂNICA E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: POSSIBILIDADES DE APROXIMAÇÃO Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – 2004, 3(3):107-123 108 Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Ano 3, Número 3, 2004 Sônia Cavalcanti Corrêa e Elisabete dos Santos Freire por profissionais que tenham profundo conhecimento de física e matemática. Esse conceito infelizmente permeia o meio acadêmico da Educação Física e, por sua própria ideia limitada, afasta grande número de profissionais do contato mais direto com a disciplina. Obviamente, colabora para a construção desta concepção a forma como a maioria dos pesquisadores e docentes da área vem desempenhando seu papel, priorizando a pesquisa básica e laboratorial, focalizando a alta performance e raramente desenvolvendo pesquisas mais aplicadas. Mas se esse entendimento inadequado da biomecânica está presente em diversos setores da Educação Física, parece que na escola ele é ainda mais perceptível. Considerando que a prática motora presente na Educação Física escolar não deve enfatizar a aptidão física e o rendimento padronizado, mas, sim, “apresentar uma concepção mais abrangente, que contemple todas as dimensões envolvidas em cada prática corporal” (BRASIL, 1997, p. 27), pouco se visualiza sua aplicação nesse ambiente. Com isso, muitos professores ainda vêm esta disciplina como um conjunto de fórmulas matemáticas e de equações que nada acrescentam ao conhecimento necessário para a intervenção profissional dentro da escola. Partindo desse entendimento, não se consegue estabelecer uma relação entre a biomecânica e o conhecimento ensinado aos alunos da Educação Básica, pois se esses conhecimentos são considerados menos relevantes para os professores, que importância poderiam ter para os estudantes da Educação Infantil ou do Ensino Fundamental e Médio? Lentamente essa visão equivocada sobre a biomecânica está sendo modificada. Aos poucos os pesquisadores da área demonstram que está presente no cotidiano do professor de Educação Física, pois, como salientam Freitas e Lobo da Costa (2000, p. 81), conceitos e princípios da biomecânica estão presentes em “todo e qualquer movimento corporal”. A intenção, ao apresentar este ensaio, é contribuir para essa transformação, construindo um texto para graduandos e professores de Educação Física, que tem como objetivo: 1. defender a importância da biomecânica como conteúdo da Educação Física escolar e como conhecimento que fundamenta a prática pedagógica do professor; e 2. com base nos conceitos biomecânicos básicos contidos principalmente nas 3 leis de Newton, apresentar alguns exemplos de situações em que o conhecimento da biomecânica poderá auxiliar na solução de problemas freqüentes na Educação Física escolar. 

Cinemática e Variáveis.

Movimento e graus de liberdade:

Um objeto encontra-se em movimento se a sua posição for diferente em diferentes instantes; se a posição permanecer constante, o objeto estará em repouso. Para podermos determinar a posição do objeto, será necessário usarmos outros objetos como referência. Se a posição do corpo em estudo variar em relação ao referencial (objetos em repouso usados como referência), o corpo estará em movimento em relação a esse referencial.
Assim, o movimento é um conceito relativo, já que um objeto pode estar em repouso em relação a um primeiro referencial, mas em movimento em relação a um segundo referencial.[1]
Os graus de liberdade de um sistema são as variáveis necessárias para medirmos a sua posição exata. Por exemplo, para determinar a posição de uma mosca numa sala, podíamos medir a sua distância até o chão e até duas paredes perpendiculares na sala. Teríamos assim um sistema de três coordenadas perpendiculares (coordenadas cartesianas), que se costumam designar pelas letras x, y e z.
Mas para além de se deslocar variando o valor das 3 coordenadas x, y e z, a mosca também pode mudar a sua orientação. Para definir a orientação da reta paralela ao corpo da mosca podemos usar 2 ângulos e seria preciso outro ângulo para indicar a sua rotação em relação a essa reta; assim, temos já 6 graus de liberdade. Continuando, a mosca pode também esticar ou dobrar o seu corpo, abrir ou fechar as assas, etc., e, portanto, do ponto de vista físico tem muitos graus de liberdade.
Podemos simular o movimento da mosca como o movimento de 3 corpos rígidos: as duas asas e o bloco constituído por cabeça, tórax e abdomen. Um corpo rígido é um objeto em que todas as partes mantêm sempre as mesmas distâncias relativas às outras partes. Os movimentos desses 3 corpos rígidos são diferentes, as asas têm movimentos oscilatórios, mas não são completamente independentes, já que existe um ponto comum entre cada asa e o tórax.

Movimento dos corpos rígidos:

A posição de um corpo rígido em qualquer instante pode ser determinada indicando a posição de um ponto do corpo, a orientação de um eixo fixo em relação ao corpo e um ângulo de rotação à volta desse eixo.
A posição do ponto de referência é dada por 3 variáveis e para especificar a orientação do eixo são precisos dois ângulos; assim, um corpo rígido é um sistema com seis graus de liberdade: 3 coordenadas de posição para a posição do ponto de referência, dois ângulos para a orientação do eixo e um ângulo à volta desse eixo.
Se o eixo do corpo rígido mantiver a mesma direção em quanto se desloca, o movimento será de translação. Se existir um ponto dentro do corpo que não se desloca, enquanto outros pontos do corpo estão em movimento, o movimento será de rotação pura. O movimento mais geral será uma sobreposição de translação e rotação.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Biomecânica e os benefícios para a arte da musculação!

A biomecânica do corpo pode ser uma boa estratégia para quem busca novos estímulos ao músculo.

Correr, pular, dançar, andar, nadar, levantar o braço, mover a cabeça, agachar, flexionar as pernas… Esses inúmeros movimentos, primários ou não são só alguns exemplos dos inúmeros e quase que infinitos movimentos que realizamos em nosso dia-a-dia, sejam eles implícitos desde o ventre materno, até os mais complexos aprendidos durante toda a vida. Desta maneira, o movimento é algo presente e inevitável na vida e é uma das PRINCIPAIS diferenciações entre os seres animados e inanimados.
Desmembrando a palavra “biomecânica”, encontraremos o prefixo derivado do grego “bio” que significa vida e o sufixo “mecânica” que é o ramo físico responsável pela análise dos diferentes tipos de movimentos, variações de energia e forças atuantes sobre um determinado corpo ou sobre mais de um corpo. Portanto, podemos de maneira singela definir a “biomecânica” como sendo o ramo que estuda os movimentos dos seres vivos e, dentro deste ramo, ainda podemos encontrar inúmeras subdivisões, mas, ao que nos interessa no presente momento é conhecer algumas das aplicabilidades da biomecânica para o praticante de musculação.
Quando falamos de musculação ou da movimentação da musculatura, fica impossível não acentuar o pensamento sobre as diferentes formas em que esses movimentos podem acontecer. Aliás, as possibilidades de tipos, forças, resultantes e outras variantes relacionadas ao movimento pode, no meu singelo conceito, ser tido como infinitos, visto que, se por algum motivo pudéssemos conseguir pessoas anatomicamente idênticas, mesmo assim, haveriam diferentes formas de execução desses movimentos, seja com fatores relacionados a força aplicada, velocidade, variação de energia entre muitas outras. Logo, se a musculação é baseada nos diferentes movimentos que podem ocorrer através do trabalho dos músculos e das estruturas coadjuvantes a ele como tendões, ligamentos e os próprios ossos, podemos aliar o estudo da biomecânica e, claro, aplicá-lo na prática cada vez mais de maneira favorável ao nosso desenvolvimento, resultando em formas diferentes de obter bons resultados.
Para entendermos bem o quão importante pode ser a utilização da biomecânica, seja para o praticante de musculação nível iniciante, para o atleta em nível intermediário, ou até mesmo para o atleta de elite, começaremos então exemplificando como pode ser importante aliá-la a estes.
Imagine então o primeiro caso. A primeira coisa na qual devemos nos preocupar não é necessariamente em dificultar o movimento para ele, mas sim, facilitar, até que o mesmo comece a entender um pouco de sua própria concepção corpórea e, acima disso comece a desenvolver suas estruturas físicas (músculos, ligamentos mais fortes etc) e aprimorar as neuromotoras (coordenação motora, equilíbrio etc) para continuar seu progresso. Portanto, exercícios básicos e de dificuldade baixa/média podem ser os mais indicados. Pode-se usar como exemplo não roscas cruz na polia alta para os bíceps, mas, rosca direta com barra reta. Não extensões de tríceps coice, mas sim, no pulley com corda. Não supino reto livre, mas, talvez no Smith ou até mesmo em alguma máquina de pressão de peitorais (chest press machine). Do contrário, certamente teremos um trabalho extremamente submáximo (o que já acontece muitas vezes nestes casos) e um progresso ainda mais lento. Isso, sem contar que se não dermos a devida atenção as condições de execução do movimento realizado pelo indivíduo, o risco de lesão pode ser alto também.
Agora, imagine que, no segundo caso, o indivíduo queira simplesmente estimular a sua musculatura de maneira diferente, buscando melhores ganhos. Então, que tal passarmos da rosca alternada para bíceps, para rosca simultânea com o banco em 45º? A simples angulação e o simples fato de não termos um roubo (por mínimo que seja) com o tronco já fazem o exercício se tornar incrivelmente mais difícil e isso pode ser conveniente em alguns momentos.
Por fim, imaginemos o último caso, em um atleta de elite, no qual, um determinado exercício se tornou fácil para o que ele deseja e com limitação de carga (principalmente nas academias brasileiras que não costumam, por exemplo, ter halteres muito pesados). Neste caso, saber como utilizar a biomecânica pode ser mais do que valioso, buscando formas e mais formas (sempre não negligenciando a segurança e a funcionalidade de eficácia do exercício) é fundamental.
Há algum tempo, particularmente, não estava mais conseguindo utilizar uma boa intensidade em elevações frontais. Por mais carga que eu colocasse no exercício, a instabilidade que os halteres causavam na fase excêntrica do movimento me faziam desequilibrar o corpo. Além disso, mais dois fatores me incomodavam muito na execução: O risco alto de lesão pela alta carga (e cheguei a quase romper o peitoral menor em uma sessão dessas) e também o desconforto respiratório pela tentativa de estabilizar o corpo. Pois bem, tudo pôde ser resolvido, optando por elevações frontais com o peito apoiado em um banco 45º, assim como fazemos no crucifixo inverso. O resultado é que de uma carga de 30-32kg em cada halter, passei para incríveis 12kg e, com uma dificuldade enorme. Fora o estímulo diferente, fazendo com que o músculo pudesse fugir de algumas adaptações de movimento e o sistema neuromuscular pudesse trabalhar de maneira nova também.
Nem sempre quando buscamos o jeito mais fácil de executar um movimento, ele se torna mais eficaz. Aliás, uma coisa é um exercício executado de maneira confortável para articulações e estruturas do gênero, outra é a facilidade para execução, o que torna o exercício cada vez mais improdutivo. Assim, se pudermos trabalhar o músculo alvo de maneira a fazê-lo trabalhar o máximo sem a utilização mais de músculos auxiliares do que dele mesmo, então, certamente geraremos um estresse maior na região e, aliando uma boa alimentação com um descanso adequado, melhores serão os ganhos. E isso pode ou não ser feito, desde com a utilização de N equipamentos, até com a utilização de algum tipo de angulação diferente, sempre, claro, conhecendo o que se pode ou não fazer, afim de não prejudicar alguma estrutura de seu corpo.
Além de todas essas, a biomecânica é importantíssima para que, desde o básico, até o avançado, possamos entender o funcionamento individual do nosso corpo e então ir adaptando exercício a exercício de acordo com as nossas necessidades. E é justamente por essa individualidade que, desacredito que exista propriamente uma forma errada ou certa de executar um movimento, mas sim, formas diferentes. Quer um exemplo claro? Quando você realizou (se realizou) o exercício de tríceps francês com as duas mãos ou extensão de tríceps testa, qual foi a primeira recomendação? Tentar manter os cotovelos fechados, não é mesmo? Acontece que algumas pessoas, biomecanicamente não conseguem fazer isso (assim como eu) e isso não quer dizer que abrir um pouco os cotovelos para conseguir um conforto melhor (e não uma facilidade) faça o movimento incorreto, principalmente se estivermos falando da utilização de cargas altas (vide Ronnie Coleman).
Conclusão:
Saber aliar a biomecânica ao exercício físico é fundamental para não deixar o corpo se adaptara estímulos sempre iguais, prevenir lesões e, principalmente executar novos e velhos movimentos da maneira mais correta possível. Por isso, dê a devida atenção a este ramo e jamais negligencie-o.

Fonte: http://dicasdemusculacao.org/aliando-a-biomecanica-de-maneira-conveniente-ao-praticante-de-musculacao/

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Aspectos biomecânicos da postura ereta: a relação entre o centro de massa e o centro de pressão.

Introdução:

                     O controle postural é tão complexo quanto o controle de movimentos. A descrição desta complexidade implica no aprofundamento de uma única variável ou na atuação conjunta de diferentes sistemas de medição para medição de diferentes características do movimento, orientados por particulares variáveis do mesmo fenômeno - a complexa análise biomecânica do movimento (1). Assim, a análise dos resultados é baseada na complementaridade de informações e conceitos. Cada forma de análise contorna uma parte do tema e juntos se complementam. Entre as abordagens sobre o movimento e postura humana, verificamos que interessantes descritores são propostos pela Biomecânica, a ciência que utiliza os conhecimentos da mecânica para o estudo do comportamento de seres vivos. O escopo desta área abrange diferentes níveis de conhecimento, desde a análise de estruturas celulares até os fenômenos que incorporam diferentes estruturas fisiológicas, como é o movimento humano. A Biomecânica do movimento humano apresenta as seguintes áreas em função de suas grandezas empíricas: simetria, dinamometria, antropometria, mecânica muscular e eletromiografia (1, 41). A sua integração permite a complexa análise do movimento. Utilizando esses métodos experimentais da Biomecânica, o movimento pode ser modelado, permitindo a melhor compreensão de mecanismos internos do movimento. Duas grandezas que podem ser obtidas experimentalmente por meio da Biomecânica para o estudo da postura são o centro de massa do corpo e o centro de pressão que é resultado das forças aplicadas no apoio. Erroneamente, consideram-se estas duas grandezas como uma única grandeza e com o mesmo papel no controle da postura, em especial, no controle do equilíbrio da postura ereta. Desta forma, o objetivo deste artigo é discutir as relações, sob a luz da Biomecânica, entre estas duas grandezas no controle postural.


RESUMO: 

O controle postural é tão complexo quanto o controle de movimentos. Duas grandezas que podem ser obtidas por meio da biomecânica para o estudo da postura são o centro de massa do corpo (COM) e o centro de pressão (COP) resultante das forças aplicadas no apoio. O objetivo deste artigo é discutir as relações entre estas grandezas. O balanço postural é a oscilação natural que o corpo apresenta quando está na postura ereta e é tradicionalmente representado por meio da trajetória do COM. O COP é uma medida de deslocamento e é classicamente associada aos estudos do controle postural por causa de sua relação com o COM, por ser a resposta neuromuscular ao balanço do COM. A diferença entre COM e COP se dá no domínio temporal e de frequências. Busca-se minimizar a diferença entre o COP e o COM para manter a postura ereta em equilíbrio. O COM pode ser estimado por meio de três diferentes procedimentos: cinemático, cinético e filtragem. Como principais variáveis de estudo, COP e COM apresentam particularidades nos processos de mensuração e no significado físico, sugerindo diferentes interpretações para o controle do equilíbrio. Palavras-chave: centro de massa, centro de pressão, postura, 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Torque e equilíbrio estático.

Equilíbrio:



Na física clássica, define-se equilíbrio estático como o arranjo de forças atuantes sobre determinado corpo em repouso de modo que a resultante dessas forças tenha módulo igual a zero. Ou seja, todo e qualquer corpo estará parado (nesse caso, parado no sentido de ausente de movimento, acelerado ou não) em relação a um ponto referencial se, e somente se, as resultantes das forças aplicadas sobre ele forem nulas.
No cotidiano, basicamente tudo que está em repouso perante os olhos (nosso ponto referencial padrão) está em equilíbrio estático, como: um aparelho de TV sobre uma estante, uma cadeira, um livro sobre uma mesa. Caso alguma força aja sobre esses objetos, de modo que vença quaisquer obstáculos contrários – como a força de atrito-, a força resultante final será diferente de zero e o corpo entrará em movimento.

Torque:

Torque, momento de alavanca ou simplesmente momento (deve-se evitar este último termo, pois ele pode referir-se também ao momento angular, ao momento linear ou ao momento de inércia), é uma grandeza vetorial da física.
É definido a partir da componente perpendicular ao eixo de rotação da força aplicada sobre um objeto que é efetivamente utilizada para fazê-lo girar em torno de um eixo ou ponto central conhecido como ponto pivô ou ponto de rotação. A distância do ponto pivô ao ponto onde atua uma força ‘F’ é chamada braço do momento e é denotada por ‘r’. Note que esta distância ‘r’ é também um vetor.

Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Torque

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Vetores e diagramas de corpo livre!




Grandezas VetoriaisSão grandezas que para serem perfeitamente definidas é necessário que sejam indicados,além do seu valor numérico e da unidade empregada, a direção e o sentido em que elas atuam.Para isso são utilizados os vetores.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Biomecânica no esporte!

             A Biomecânica do Esporte pode ser dividida em "Biomecânica do Rendimento", "Biomecânica Antropométrica" e "Biomecânica Preventiva". A Biomecânica do Rendimento se preocupa com as variáveis biomecânicas, que determinam o resultado do movimento em qualquer nível de rendimento. Os objetivos principais da Biomecânica do Rendimento podem ser diferenciados em análise da técnica de movimento, direcionamento da técnica de movimento, otimização da técnica de movimento, análise da condição física e direcionamento da mesma. A Biomecânica Antropométrica se subdivide em "Diagnose de aptidão" e "Prognose das medidas antropométricas". Em relação ao rendimento, a função da diagnose de aptidão é a identificação dos tipos somato métricos que possibilitam alcançar nível elevado em uma disciplina esportiva. Em termos dos aspectos preventivos ela se preocupa com problemas da concordância da capacidade individual de suportar sobrecarga com a carga mecânica causada por uma atividade física escolhida. A prognose das medidas antropométricas faz parte do conceito de descobrimento de talento. 
              A Biomecânica Preventiva se subdivide em "Análise da carga mecânica" e "Formação da carga mecânica". Enquanto no esporte de alto nível a alta intensidade e quantidade do treinamento tende a grande desgaste, no esporte escolar e de lazer uma técnica inadequada de movimento e o uso de equipamento inadequado aumenta o risco de lesão.


Fonte: http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=201884&indexSearch=ID

Atividade Diferenciada.




As olimpíadas de biomecânica são desenvolvidas desde 2011. A concepção e desenvolvimento deste projeto tem os créditos do Prof. Dr. Felipe P Carpes, e demais membros do Grupo de Pesquisa em Neuromecânica Aplicada da UNIPAMPA também contribuem para o desenvolvimento das atividades.

A atividade se estabeleceu através da construção coletiva pelo professor e seu monitor à época. A motivação para esse projeto de ensino surgiu pelo fato da biomecânica ser uma disciplina que envolve a aplicação de conhecimentos da física e matemática à área da saúde, o que é atestado pela aplicação das leis da mecânica para o estudo do movimento humano. Durante as disciplinas de biomecânica os estudantes são expostos a conceitos matemáticos, físicos e biológicos no contexto do movimento humano. Dada a interface com a física, a biomecânica é também uma disciplina com altos índices de reprovação (aproximadamente 20%). Dessa forma, este projeto de inovação didático-pedagógico busca também diminuir índices de reprovação e adicionalmente evasão, uma vez que as disciplinas ocorrem no início dos cursos e são pré-requisitos para outras, o que se agrava ainda mais nos cursos com entrada anual, como a Educação Física. Muitos estudantes chegam até a Universidade com um aprendizado precário em conceitos fundamentais de física e matemática, e apresentam sérias dificuldades ao longo do semestre. Nesses casos, é preciso desenvolver estratégias de ensino para facilitar o aprendizado dos estudantes. Com o objetivo de desenvolver diferentes métodos para aprendizagem com vistas à facilitação e melhoramento do processo pedagógico, este projeto propõe a realização de atividades alternativas para o ensino de biomecânica nos cursos de fisioterapia e educação física da Universidade Federal do Pampa. Além disso, as atividades das olimpíadas promovem o desenvolvimento do estudante sobre outros aspectos, tais como leitura científica, redação científica, elaboração de textos acadêmicos, trabalho em equipe, cumprimento de prazos e auxílio aos colegas.

Sempre estabelecer um caráter de equipe, onde é escolhida livremente pelos colegas e assim todos participam das atividades correspondentes!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O que seria Biomecânica?

                                             O QUE É BIOMECÂNICA?





Como o nome já entrega, essa ciência investiga o movimento sob aspectos mecânicos, suas causas e seus efeitos no corpo.

Biomecânica diz respeito ao estudo das forças mecânicas que estão envolvidas nos movimentos do corpo humano, incluindo a interação entre os indivíduos e seu meio ambiente físico. 
"Nos exercícios de força, você coloca uma carga extra sobre ossos e articulações. Nessa situação, é fundamental observar o alinhamento dos segmentos como a cabeça em relação ao tronco ou o quadril em relação aos pés isto para ativar corretamente os grupos musculares envolvidos e evitar a formação silenciosa de lesões",explica Luiz Fernando Alves, formado em esportes pela USP, com especialização em biomecânica. 

As observações de Aristóteles, que aparecem na História como as primeiras explicações para o gesto de deambulação humana, foram ratificadas quase dois mil anos depois pela Terceira lei de Newton. Mas a história ainda haveria que caminhar muito para transportar impressões observacionais subjetivas em quantificação do gesto, que só foi iniciada a partir da invenção da fotografia.

Fonte: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Biomec%C3%A2nica
http://fisioterapiaquintana.blogspot.com.br/2012/03/como-o-nome-ja-entrega-essa-ciencia.html