A flexibilidade e a força são importantes componentes dos programas de treinamento físico voltados para a saúde, qualidade de vida e desempenho esportivo (POLLOCK et al. 1998; CHEN et al. 2010). É comum, na prescrição do treinamento físico-esportivo, a utilização de sessões complexas onde exercícios de flexibilidade e de força são combinados. Portanto, o entendimento da influência de uma capacidade motora sobre a outra é fundamental para a correta prescrição de exercícios evitando, dessa forma, os possíveis efeitos deletérios que possam influenciar o desempenho da atividade subsequente.
Este estudo verificou o efeito agudo dos exercícios de flexibilidade estática (EFlex) no desempenho de força máxima (FM) e de resistência de força (RF) em membros inferiores e superiores. Treze voluntários participaram do estudo e foram submetidos a testes de FM e RF (70% 1RM) nos exercícios supino e agachamento precedidos ou não de EFlex. O teste T pareado foi utilizado para comparação das médias nas duas condições. Os EFlex diminuíram a FM no agachamento (141,2±34,2 vs 132±34,9kg; p=0,007) e no supino (77,5±21,7 vs 71,7±17,7kg p=0,04). A RF no agachamento não sofreu efeito dos EFlex (16,2±5,7 vs 16,3±6,8 repetições p=0,48), porém, no supino a RF apresentou diminuição significante (11,7±4,8 vs 9,9±5,1 repetições; p=0,008). Portanto, os EFlex reduziram a FM nos membros inferiores e superiores e a RF somente nos membros superiores. Essa diferença na RF estaria relacionada ao volume de exercícios de flexibilidade pelo tamanho do grupo muscular.
Fonte:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-65742012000200015&lang=pt
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