quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Excesso de treino pode sobrecarregar e causar fratura por estresse.

             A maior parte das fraturas por stress em corredores ocorre na tíbia, osso da canela. Segundo algumas pesquisas, as fraturas nesse local representam de 35% a 49%de todas as fraturas por stress. O desenvolvimento da fratura por stress na tíbia está ligado ao acúmulo de forças mecânicas transmitidas para o osso, excedendo sua capacidade reparação e modelação com o passar do tempo. Existem alguns fatores relacionados ao seu surgimento, embora sua exata causa ainda esteja envolta em dúvidas. Entre eles, incluem -se o volume de treinamento exagerado, condições intrínsecas como regulação hormonal e nível nutricional, e fatores biomecânicos como alto impacto. Pessoas com fatura por stress exibem um amortecimento de impacto na corrida deficiente em comparação as pessoas sem lesão. A força com que o corpo aterrissa no chão é maior, e o joelho, que deveria funcionar como uma mola para suavizar o impacto, fica mais rígido. Além disso, um alto grau de pronação do tornozelo também é observado em pessoas que apresentam essa fratura. Pesquisadores japoneses acompanharam 230 corredores por três anos, no intuito de descobrir com mais detalhes sobre o que causa a fratura por stress. Eles mediram altura, peso índice de massa corpórea, amplitude de movimento do tornozelo e do quadril, flexibilidade dos músculos da perna, alinhamento do joelho, arco do pé ( se plano ou normal), força do quadril e condicionamento físico. No início da pesquisa nenhum corredor apresentava lesão. Ao final dos três anos, 21 tiveram fratura por stress e a única diferença entre esses corredores e os que continuaram sem problemas foi a flexibilidade dos músculos da perna. Os que tiveram fratura apresentavam maior rigidez, o que pode interferir no mecanismo da absorção de impacto e gerar sobrecarga na tíbia. O tratamento não é cirúrgico e envolve um período de repouso estabelecido pelo médico. No retorno à corrida, é importante atentar-se ao impacto do corpo com o solo. Procure correr fazendo o mínimo barulho possível, mantenha o tronco estável e alto e deixe as pernas relaxadas.  

  • Visão da acadêmica: Acredito que qualquer excesso de treino que traga sobrecargas para osso venha apresentar lesão para o praticante, tanto na corrida, como na musculação ou qualquer esporte que acumule forças mecânicas para o osso. A carga excessiva nos aparelhos de musculação e treinamento de atletas corredores que em excesso para alcançar suas metas sem seguir orientações de seus educadores, acarretam lesões, alguns por falta de conhecimento como o público comum das academias e demais espaços esportivos na sua grande maioria, e outros por buscarem suas metas que seriam a longo prazo em um curto período.
Fonte:

Efeito agudo dos exercícios de flexibilidade no desempenho de força máxima e resistência de força de membros inferiores e superiores.

       A flexibilidade e a força são importantes componentes dos programas de treinamento físico voltados para a saúde, qualidade de vida e desempenho esportivo (POLLOCK et al. 1998; CHEN et al. 2010). É comum, na prescrição do treinamento físico-esportivo, a utilização de sessões complexas onde exercícios de flexibilidade e de força são combinados. Portanto, o entendimento da influência de uma capacidade motora sobre a outra é fundamental para a correta prescrição de exercícios evitando, dessa forma, os possíveis efeitos deletérios que possam influenciar o desempenho da atividade subsequente.          


       Este estudo verificou o efeito agudo dos exercícios de flexibilidade estática (EFlex) no desempenho de força máxima (FM) e de resistência de força (RF) em membros inferiores e superiores. Treze voluntários participaram do estudo e foram submetidos a testes de FM e RF (70% 1RM) nos exercícios supino e agachamento precedidos ou não de EFlex. O teste T pareado foi utilizado para comparação das médias nas duas condições. Os EFlex diminuíram a FM no agachamento (141,2±34,2 vs 132±34,9kg; p=0,007) e no supino (77,5±21,7 vs 71,7±17,7kg p=0,04). A RF no agachamento não sofreu efeito dos EFlex (16,2±5,7 vs 16,3±6,8 repetições p=0,48), porém, no supino a RF apresentou diminuição significante (11,7±4,8 vs 9,9±5,1 repetições; p=0,008). Portanto, os EFlex reduziram a FM nos membros inferiores e superiores e a RF somente nos membros superiores. Essa diferença na RF estaria relacionada ao volume de exercícios de flexibilidade pelo tamanho do grupo muscular.

Fonte:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-65742012000200015&lang=pt


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Impacto, cuidados e sua técnica.






Nesse dia Fomos ao laboratório e realizamos aula prática: 3 saltos e verificamos as suas variáveis.

O objetivo da biomecânica do impacto é estudar o mecanismo de lesão e desenvolver formas de reduzir ou mesmo eliminar danos estruturais e funcionais sobre estruturas biológicas que podem decorrer de uma situação de impacto.

Sempre ao realizar um salto toda sua força volta com o mesmo valor para o seu corpo, assim o impacto realizará um pico de força, e também sempre ocorrera uma fase área que se realiza no salto.

Entre os diversos fatores que podem gerar lesões na corrida está a biomecânica. E a literatura sugere que as principais causas de problemas estariam relacionadas ao aumento da pronação e do impacto durante a corrida. Por isso, analisar as modificações nos tênis de corrida ou nas palmilhas e as alterações na técnica, nas superfícies e nos relevos pode ajudar o corredor a se prevenir. 

Trabalhe técnica de corrida – o aumento da flexão dos joelhos e dorsiflexão (curvatura em relação às pernas) dos tornozelos também proporcionam uma redução dos impactos.

Fonte:
http://www.suacorrida.com.br/treino-finisher/a-biomecanica-da-corrida-e-a-prevencao-de-lesoes/


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Elaboração e Avaliação dos Protocolos para auxílio na avaliação da atividade de sentar.

Introdução

Levantar e sentar são movimentos comuns da vida diária, e sua avaliação é utilizada frequentemente por fisioterapeutas em pacientes com disfunções neurológicas e musculoesqueléticas. A atividade de levantar apresenta diferentes descrições quanto às fases e movimentos, enquanto a atividade de sentar ainda não apresenta suas fases estabelecidas.
Objetivos

Descrever os movimentos durante a atividade de sentar e elaborar protocolos de auxílio à avaliação.
Materiais e métodos

Esta atividade foi descrita nas vistas anterior e lateral com base nos achados de um levantamento bibliográfico e na observação das filmagens de 27 indivíduos funcionalmente independentes. Os segmentos corporais analisados foram pés, tornozelos, joelhos, quadris, pelve, tronco, coluna lombar, membros superiores, coluna cervical e cabeça. Seus movimentos e condições foram descritos: adução e abdução, eversão e inversão, valgismo e varismo, posição neutra e assimetria. Os protocolos foram avaliados por meio de questionários de avaliação, respondidos por 12 fisioterapeutas especialistas na área.
Resultados

A atividade de sentar foi descrita de acordo com o estabelecimento de 4 fases. 1- “Posição inicial”, 2- “Pré-agachamento”, 3- “Agachamento” e 4- “Estabilização”. Foram elaborados 2 modelos de protocolos, sendo considerados 5 segmentos corporais para a vista anterior e 7 segmentos para a vista lateral.
Conclusão

A atividade de sentar foi descrita em 4 fases, e em cada uma ocorrem movimentos sequenciais de cada segmento corporal. Estes protocolos permitem identificar as alterações de segmentos corporais durante a atividade de sentar por meio da comparação dos movimentos descritos. A classificação do grau de inadequação corresponde ao número de segmentos corporais com movimentos alterados.


Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-51502014000200251&lang=pt

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Importância do agachamento livre.

Como falamos da importância dos membros inferiores, nossa atividade na biomecânica na rua foi sobre o agachamento livre em uma academia de Uruguaiana, pois vemos que é um exercício de suma qualidade e não é praticado por falta de saber ou mesmo não saber realizar o próprio.