Introdução:
O controle postural é tão complexo quanto o controle
de movimentos. A descrição desta complexidade
implica no aprofundamento de uma única variável
ou na atuação conjunta de diferentes sistemas de
medição para medição de diferentes características
do movimento, orientados por particulares variáveis
do mesmo fenômeno - a complexa análise biomecânica do movimento (1). Assim, a análise dos resultados
é baseada na complementaridade de informações
e conceitos. Cada forma de análise contorna uma
parte do tema e juntos se complementam.
Entre as abordagens sobre o movimento e postura
humana, verificamos que interessantes descritores
são propostos pela Biomecânica, a ciência que utiliza
os conhecimentos da mecânica para o estudo do
comportamento de seres vivos. O escopo desta área
abrange diferentes níveis de conhecimento, desde a
análise de estruturas celulares até os fenômenos que
incorporam diferentes estruturas fisiológicas, como é
o movimento humano. A Biomecânica do movimento
humano apresenta as seguintes áreas em função
de suas grandezas empíricas: simetria, dinamometria,
antropometria, mecânica muscular e eletromiografia
(1, 41). A sua integração permite a complexa
análise do movimento. Utilizando esses métodos
experimentais da Biomecânica, o movimento pode
ser modelado, permitindo a melhor compreensão de
mecanismos internos do movimento.
Duas grandezas que podem ser obtidas experimentalmente
por meio da Biomecânica para o estudo da postura
são o centro de massa do corpo e o centro de
pressão que é resultado das forças aplicadas no apoio.
Erroneamente, consideram-se estas duas grandezas
como uma única grandeza e com o mesmo papel no
controle da postura, em especial, no controle do equilíbrio
da postura ereta. Desta forma, o objetivo deste
artigo é discutir as relações, sob a luz da Biomecânica,
entre estas duas grandezas no controle postural.
RESUMO:
O controle postural é tão complexo quanto o controle de movimentos.
Duas grandezas que podem ser obtidas por meio da
biomecânica para o estudo da postura são o centro de massa do
corpo (COM) e o centro de pressão (COP) resultante das forças aplicadas no apoio. O objetivo deste artigo é discutir as
relações entre estas grandezas. O balanço postural é a oscilação
natural que o corpo apresenta quando está na postura ereta e é
tradicionalmente representado por meio da trajetória do COM.
O COP é uma medida de deslocamento e é classicamente associada
aos estudos do controle postural por causa de sua relação
com o COM, por ser a resposta neuromuscular ao balanço do
COM. A diferença entre COM e COP se dá no domínio temporal
e de frequências. Busca-se minimizar a diferença entre o
COP e o COM para manter a postura ereta em equilíbrio. O
COM pode ser estimado por meio de três diferentes procedimentos:
cinemático, cinético e filtragem. Como principais
variáveis de estudo, COP e COM apresentam particularidades
nos processos de mensuração e no significado físico, sugerindo
diferentes interpretações para o controle do equilíbrio.
Palavras-chave: centro de massa, centro de pressão, postura,
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